DONA MARIA TINTO GRANDE RESERVA 2011
Segundo
conta a história, a Quinta foi adquirida em tempos por D.João V para oferecer a
uma cortesã, D.Maria, por quem estava perdidamente apaixonado. Foi essa cortesã
que deu o nome à Quinta e ao vinho que aqui é actualmente produzido. Esta
Quinta é também conhecida como Quinta do Carmo, pois numa época posterior à
edificação da casa, construiu-se uma capela datada de 1752, que foi dedicada e
consagrada a Nossa Senhora do Carmo.
…
somente a partir de 1988 é que o seu actual proprietário, Júlio Bastos, começa
a comercialização a nível nacional e internacional dos vinhos então produzidos
nesta Quinta, os famosos Garrafeiras de 1985, 1986 e 1987, que sempre foram
reconhecidos pela sua grande qualidade.
Em 1992,
Júlio Bastos, pretendendo assegurar o seu crescimento e, ao mesmo tempo, o
escoamento da produção, vende 50% da Sociedade Agrícola Quinta do Carmo aos
Domaines Barons de Rothschild (Lafite). É nessa altura que a antiga adega é
transferida da Quinta de Dona Maria ou Quinta do Carmo para a Herdade das
Carvalhas, propriedade essa que, a partir dessa data passou a pertencer à
Sociedade.
Nunca
tendo deixado de pensar em voltar a fazer o seu próprio vinho, foi na entrada
do novo milénio que surgiu essa oportunidade. Júlio Bastos decide então vender
a sua participação na Sociedade Agrícola Quinta do Carmo, e recomeça este novo
projecto, os vinhos Dona Maria.
Em 2003
faz-se a primeira vindima de uma nova etapa na longa vida desta Quinta, cujo
conceito, é a produção de vinhos de qualidade aliado a um projecto familiar,
que sempre distinguiu esta propriedade ao longo dos tempos.
Desde o
inicio deste projecto, os vinhos Dona Maria têm sido bastante reconhecidos, não
somente pelo público em geral, como também pelos líderes de opinião. Com
pontuações elevadas nas reconhecidas revistas internacionais WineSpectator,
Robert Parker e Wine Enthusiast, assim como em vários concursos internacionais,
o prémio Great Gold Medal com o vinho Dona Maria Reserva 2003 foi uma grande
conquista, visto ter sido, até então, o único vinho português a ganhar esta
distinção.
A nível
Nacional o mesmo se repete. Júlio Bastos, recebeu no ano de 2009 a distinção de
“Produtor do Ano” pela prestigiada “ Revista de Vinhos”, assim como vários
prémios de Excelência.
Região
Estremoz
Solo
Argilo -
calcário
Castas
Alicante
Bouschet (50%), Petit Verdot e Syrah
Análise
Química:
Álcool:
14,5 %
pH: 3,65
Acidez
Total: 5,5 g/L
Acidez
Volátil: 0,68 g/l
Açucares
Totais: 0,8 g/L